Os trabalhadores da empresa Asa Nordeste, terceirizada da Belgo, realizaram uma paralisação na manhã desta terça-feira (13) para denunciar uma série de irregularidades trabalhistas. A mobilização contou com a presença do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos, que esteve no local apoiando a categoria, orientando os trabalhadores e cobrando providências imediatas. A situação ganhou ampla repercussão e foi destaque na imprensa local, incluindo o Acorda Cidade (clique aqui para conferir a matéria), principal site de notícias de Feira de Santana.
De acordo com os relatos, 37 trabalhadores estão com salários atrasados, além da suspensão do auxílio-alimentação e da ausência de depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Os atrasos se arrastam há meses e vêm provocando sérios impactos na vida dos funcionários e de suas famílias. Mesmo diante da alegação de dificuldades financeiras por parte da empresa, os trabalhadores afirmam que há material disponível para produção e venda.
A situação se agravou com o corte no fornecimento de energia elétrica na unidade localizada às margens da BR-324, nas proximidades do distrito de Humildes, o que resultou na paralisação das atividades. Trabalhadores também denunciam que o representante da empresa deixou de comparecer ao local após sucessivas promessas de regularização dos pagamentos, aumentando a insegurança e a indignação da categoria.
Durante a paralisação, funcionários relataram a angústia de não conseguir arcar com despesas básicas, como água, luz e alimentação, especialmente neste período do ano, marcado por muitas despesas para as famílias trabalhadoras. Para o sindicato, a situação representa uma grave falta de compromisso com os direitos trabalhistas e com a dignidade de quem vive do próprio trabalho.
O Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos reforça que salário não é favor, é direito, e que não irá admitir que os trabalhadores fiquem desamparados. A entidade informa que já está adotando as medidas cabíveis para cobrar a regularização imediata dos salários, do auxílio-alimentação e dos depósitos do FGTS, além de acompanhar de perto o caso até que todos os direitos sejam garantidos.
A paralisação desta terça-feira e a repercussão na imprensa local evidenciam a importância da organização coletiva e da atuação sindical na defesa dos trabalhadores. O sindicato segue firme ao lado da categoria, reafirmando que nenhum direito será retirado e que a luta continuará até que a situação seja definitivamente resolvida.