Familiares de Marlon Amorim de Souza, de 22 anos, voltaram a se manifestar na manhã desta sexta-feira (11) em frente à fábrica de pré-moldados onde o jovem morreu durante o trabalho, às margens da BR-324, no bairro Limoeiro, em Feira de Santana. O ato contou mais uma vez com o acompanhamento do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Feira de Santana e Região, STIM.
Desde a morte de Marlon, ocorrida em 3 de setembro, o Sindicato tem acompanhado a família e defendido uma apuração rigorosa das circunstâncias do acidente. O jovem, que morava em Amélia Rodrigues, trabalhava como ajudante prático de pré-moldados e estava há pouco mais de um ano na empresa. Segundo informações divulgadas após o acidente, ele ficou prensado entre estruturas enquanto realizava uma atividade no local. O Samu foi acionado, mas constatou a morte do trabalhador.
No dia do acidente, representantes do STIM estiveram na fábrica após serem procurados por trabalhadores. O Sindicato solicitou a presença da Gerência Regional do Trabalho e do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador, Cerest. Uma equipe da Auditoria-Fiscal do Trabalho também compareceu ao local para a adoção das medidas cabíveis.
Relatos feitos por funcionários após a tragédia também levantaram questionamentos sobre manutenção e funcionamento de equipamentos da empresa. Essas informações, entretanto, integram os elementos que precisam ser verificados pelos órgãos responsáveis, e as circunstâncias e eventuais responsabilidades pelo acidente permanecem sujeitas à apuração.
O ato realizado nesta sexta reforça a mobilização da família pela busca de respostas sobre a morte de Marlon. O STIM permanece ao lado dos familiares e acompanha os desdobramentos do caso, defendendo transparência nas investigações e a adoção das medidas necessárias após a conclusão das apurações.
Para o Sindicato, a morte de um trabalhador durante o exercício de sua atividade profissional não pode ser tratada como um fato corriqueiro. O caso de Marlon também reforça a necessidade permanente de fiscalização, prevenção de acidentes, manutenção adequada dos equipamentos e cumprimento das normas de saúde e segurança no ambiente de trabalho.
Marlon tinha 22 anos. Saiu de casa para trabalhar e não voltou. A luta de sua família por respostas também é uma luta para que outras famílias não enfrentem a mesma dor.
O STIM reafirma que seguirá acompanhando o caso e defendendo a vida, a dignidade e a segurança dos trabalhadores.