Audiência pública debate migração e soberania e reúne movimentos sociais na Câmara de Feira

 

A Câmara Municipal de Feira de Santana realizou, na manhã desta quinta-feira (12), uma audiência pública para discutir o tema “Migração e Soberania”, reunindo representantes de movimentos sociais, sindicatos, universidades e lideranças políticas da cidade e da região. O encontro teve como objetivo refletir sobre os direitos da população migrante e sobre os impactos das disputas geopolíticas internacionais na vida das pessoas que deixam seus países em busca de melhores condições de vida. 

O debate destacou que o fenômeno da migração está diretamente ligado a fatores econômicos, sociais e políticos, muitas vezes agravados por conflitos, desigualdades e intervenções internacionais. Também foi ressaltado que garantir direitos básicos, como acesso à educação, saúde e trabalho digno, é fundamental para acolher quem chega ao país e construir uma sociedade mais justa e solidária. 

Entre as lideranças presentes esteve Deyvid Bacelar, dirigente sindical e coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que reforçou a importância de discutir soberania nacional e direitos humanos em um cenário global marcado por tensões políticas e econômicas. Durante a audiência, Bacelar destacou que cidades como Feira de Santana, importante entroncamento rodoviário e polo regional, recebem migrantes de diversas partes do Brasil e do mundo, o que torna ainda mais necessário fortalecer políticas públicas de acolhimento e inclusão. 

O Sindicato dos Metalúrgicos de Feira de Santana e Região também esteve presente na atividade, somando forças com movimentos sociais, entidades sindicais e representantes da sociedade civil no debate sobre soberania, direitos humanos e defesa dos povos migrantes. Ao lado de Deyvid Bacelar e de diversas organizações populares, a entidade reafirmou o compromisso histórico da classe trabalhadora com a luta por justiça social, solidariedade entre os povos e defesa da democracia.

Para os participantes, fortalecer o diálogo entre sindicatos, universidades, movimentos populares e poder público é essencial para enfrentar desafios sociais contemporâneos e construir políticas que garantam dignidade e direitos para todas as pessoas, independentemente de sua origem.

 

 

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