STIM participa de seminário sobre expansão do capitalismo e desenvolvimento de Feira de Santana

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas de Feira de Santana e Região (STIM) participou, no sábado (8), do Seminário sobre a Expansão do Capitalismo em Feira de Santana, realizado no auditório do Centro Social Urbano (CSU), no bairro Cidade Nova. O sindicato foi representado pelo presidente Thiago Azevedo, pela vice-presidente Maria Máxima e pelo diretor sindical Daniel Purificação, que também representa a CUT Feira de Santana.

Promovido pelo Movimento em Defesa da Democracia e Contra o Fascismo, o seminário reuniu representantes de movimentos sociais e sindicais, pesquisadores e estudiosos para discutir o processo de expansão econômica e urbana de Feira de Santana e as consequências dessas transformações para a população.

A programação abordou diferentes aspectos do desenvolvimento do município. Pela manhã, os debates trataram da expansão capitalista no campo e sua relação com a pecuária, do processo de urbanização e do lugar da população negra, além dos impactos ambientais provocados pela expansão urbana e das formas de resistência construídas pelos movimentos sociais.

À tarde, as discussões se concentraram na urbanização de Feira de Santana, nas tendências da economia local e suas relações sociais e nas mudanças ocorridas a partir da transferência da antiga Feira Livre para o Centro de Abastecimento.

Classe trabalhadora precisa participar do debate sobre a cidade

Para o STIM, a participação do movimento sindical em espaços como o seminário é fundamental para que a perspectiva dos trabalhadores esteja presente nas discussões sobre os rumos de Feira de Santana.

O crescimento econômico e a expansão urbana interferem diretamente na vida de quem trabalha. A geração e a qualidade dos empregos, os salários, as jornadas, as condições de trabalho, o acesso aos serviços públicos e as desigualdades sociais estão diretamente relacionados ao modelo de desenvolvimento adotado pela cidade.

Nesse sentido, a presença do sindicato  reforça o compromisso em dialogar com outras organizações da sociedade e ampliar a atuação sindical para além das pautas específicas da categoria metalúrgica.

O STIM defende um desenvolvimento que não seja medido apenas pelo crescimento econômico, mas também pela capacidade de produzir emprego digno, valorização do trabalho, direitos, qualidade de vida, preservação ambiental e redução das desigualdades.

A participação no seminário reafirma ainda a importância da união entre sindicatos e movimentos sociais na construção de uma Feira de Santana mais democrática, justa e comprometida com os interesses da classe trabalhadora.

 

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