STIM garante reajuste acima da inflação e amplia direitos na nova Convenção Coletiva dos metalúrgicos de Feira de Santana

 

Após um processo de negociação considerado difícil e marcado por intensos debates com o setor patronal, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas de Feira de Santana (STIM) garantiu avanços importantes na nova Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. O acordo assegura reajuste salarial de 5,11%, reposição integral da inflação medida pelo INPC e ainda 1% de ganho real para os trabalhadores.

De acordo com o presidente do STIM, Thiago Azevedo, o resultado representa mais uma vitória da organização sindical e da mobilização da categoria.

“Como todos os anos, foi uma negociação bastante difícil, bastante dura. Mas, mais uma vez, conseguimos sair vitoriosos da nossa negociação, garantindo ganho real e preservando todos os direitos da nossa convenção coletiva”, destacou.

Além do reajuste salarial, a nova convenção mantém integralmente as cláusulas já existentes, sem retirada de direitos historicamente conquistados pelos trabalhadores metalúrgicos.

Outro avanço importante foi a inclusão de novas pautas sociais que ampliam a proteção e o bem-estar da categoria. Entre elas, estão a licença menstrual para as trabalhadoras, a ampliação da licença-paternidade para 20 dias e a previsão de adoção da escala 5×2, assim que a medida for aprovada em lei e regulamentada nacionalmente.

A inclusão dessas pautas demonstra que a convenção coletiva também precisa acompanhar as transformações sociais e as novas demandas dos trabalhadores.

A incorporação da escala 5×2, por exemplo, dialoga com uma reivindicação que vem ganhando força em todo o país, impulsionada pelo debate em torno da redução da jornada de trabalho e da busca por melhores condições de vida.

Para o STIM, o resultado reforça a importância da atuação sindical na defesa dos direitos trabalhistas, especialmente em um cenário de constantes disputas em torno das relações de trabalho. A avaliação da entidade é de que cada conquista obtida na mesa de negociação representa um passo importante na construção de condições mais dignas de trabalho e de vida para os metalúrgicos de Feira de Santana e região.

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